

Reconstruindo Imaginários: uma leitura da série Axs Nossxs Filhxs de Lia D Castro à luz da psicanálise implicada
Este trabalho propõe uma leitura das pinturas Axs Nossxs Filhxs, de Lia D Castro. Inicia-se por uma discussão sobre dispositivos de poder e seu impacto na cultura. Segue-se relacionando as obras com o conceito de triângulo do racismo, de Grada Kilomba, buscando compreender as dimensões psíquicas, históricas e sociais presentes na série. Conclui-se que a produção da artista, ao pintar vivências historicamente silenciadas, atua como estratégia de resistência ao tensionar imaginários hegemônicos. [SAIBA MAIS]

Hudinilson Jr.: uma disputa entre Narcisos
Hudinilson Jr. (1957-2013) foi um artista plástico paulistano, assumidamente homossexual. Os principais suportes de suas obras foram o xerox, o grafite e a colagem, tendo como inspiração para sua produção: o mito de Narciso. Este escrito objetivou aprofundar sua mais extensa série de trabalho: os Cadernos de Referência; e a partir da Psicanálise, compreender as principais temáticas do artista: o homoerotismo, a morte e o mito de Narciso. Como resultado, pode-se entender a partir de sua produção artística o quanto a sua própria imagem é objeto de prazer e de gozo. Hudinilson Jr. em seu processo criativo dá destino a sua libido e torna o público um voyeur diante seus cadernos de colagens, transformando de seus próprios conflitos e desejos em objetos de fetiche. [SAIBA MAIS]


Ensaios fotográficos: El Raval e Lavapiés
Este trabalho tem como propósito provocar a discussão sobre as potencialidades dos métodos visuais nas pesquisas em Ciências Sociais e Humanas, especialmente sobre as migrações internacionais contemporâneas. E, mais especificamente, colocar em pauta as contribuições da fotografia para se pensar os modos de olhar para os imigrantes, o que se vê e o que não se enxerga, o que se torna visível e o que permanece invisível. Enfim, em que medida essa visualidade reforça imaginários, estereótipos e estigmas ou instiga a decodificação e a interpretação das representações imagéticas, os índices, os ícones e os símbolos que as constituem? [SAIBA MAIS]
Infância e ocupação habitacional: o olhar da criança para sua moradia
Sobre a situação da habitação no Brasil, este projeto de pesquisa abordou um ponto mais específico desta questão social, os mais vulneráveis nesse processo pelo direito à moradia: a infância. O objetivo principal desta pesquisa foi conhecer como as crianças moradoras de uma ocupação habitacional vivenciam e representam plasticamente o espaço da moradia, por meio de oficinas artísticas. A partir de uma metodologia qualitativa com inspiração etnográfica, propôs-se conhecer o cotidiano dessas crianças em uma ocupação, na região central da cidade de São Paulo. Foram realizadas oficinas artísticas que participaram crianças de 6 a 12 anos de idade, de ambos os sexos, para abordar a temática da moradia. Pode-se concluir que as crianças vivenciam o espaço da ocupação pelo brincar e pela ludicidade. O desenho, como linguagem artística, permitiu que as crianças moradoras da ocupação pudessem construir e narrar como representam sua moradia e vivenciam os espaços por elas mesmas, sendo a figura da casa, a representação maior do lar. [SAIBA MAIS]

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